Cidadão Kane

28 de abril de 2010 § Deixe um comentário

Quando eu morava com os peruanos, emprestei meu dvd do Cidadão Kane para eles. Quando foi entregar-me, o peruano disse:

“Esse Cidadão Kane é…”

“…muito bom, não?”, completei a frase.

“…meio chato.”, disse ele.

Aprendi a não terminar as frases dos outros.

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Sono

28 de abril de 2010 § Deixe um comentário

Logo vai ser muito tarde para ir dormir. Mais uma vez. Mania essa que tenho de nunca descansar. Amanhã de manhã será a mesma novela. O mundo todo conspirará para que eu não levante. O frio será meu pior inimigo. E a aula – de Ética, ainda por cima – sentenciará meu destino: cama.

Como nada é perfeito, vou levantar. Acima da aula, do frio e do mundo inteiro, há algo pior: eu. Com esse sono terrível que tenho, não conseguirei voltar a dormir. O jeito será recorrer ao café, querido café.

Dormir é inútil, ensinou-me meu irmão. Pois bem, concordo. Talvez não por opção, mas concordo. Até admiro as pessoas que tem bom sono. Põem a cabeça no travesseiro e já estão dormindo, acordando só quando necessário. Eu, que quase não durmo, vejo mais o mundo. Não perco tanto tempo com sonhos. Pra que me enganar? A realidade pode não ser mais bela, mas ela existe.

Eu sei, é tudo bobagem. Deixem-me acreditar e ser feliz.

A própria felicidade

24 de abril de 2010 § Deixe um comentário

Recaída

22 de abril de 2010 § Deixe um comentário

Há quem tenha o vício do cigarro, há quem tenha o vício da bebida, há quem tenha o vício da cocaína. Há quem não tenha vício algum – e esses são, geralmente, muito chatos. Acredito que eu seja um desses, livres dos vícios, presos à chatice. Poderia lembrar do café, mas já diminui tanto o consumo que só posso me chamar de apreciador.

Na ânsia de não ser um chato, busco incessantemente por alguma dependência. Já pensei em citar o chimarrão, contudo estaria mentindo. Talvez, e só “talvez”, meu vício seja escrever. Nem que sejam pequenas notas em pequenos cadernos. Ideias geniais que nunca irão crescer para se tornar algo que valha a pena. Às vezes, surge um blogue. Aliás, várias vezes. Já tive inúmeros. Todos morreram cedo. Faz parte de mim: a vontade de escrever e o desgosto pelo escrito. Não sei quanto tempo este aguentará. Por enquanto, brincarei por aqui.

Onde estou?

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