Parodiando Tarso de Castro

29 de junho de 2010 § 4 Comentários

O mat_harb é bicha; o Igor é bicha; a Caroll é muito bicha; a Clara, então, nem se fala; a Rafa é a bicha mais doce que existe; o Freakazoid só não é mais bicha por falta de espaço; a Júlia é uma bicha gringa.

A Camila Daniel é uma bicha fake; o Ricardo também; a Bruna também; aliás, a Bruninha é bicha; a Stefanie é bicha pra mais de metro; o Arthur se acha a maior bicha de todas; o Lucy tem certeza que ele que é.

A bichisse do Guilherme é tão grande quanto ele próprio; a Maitê é uma bicha de plumas e paetês; a Dai é uma bicha com sotaque do interior; a Natasha bem que queria ser mais bicha do que já é; o Gustavo é uma bicha quieta; a Melissa também; ainda vou descobrir se a Arethusa é mais bicha que a Laura.

A Isa é uma bicha louca; a Priscila finge que não, mas é bicha; eu sou bicha até debaixo d’água; a Priscila Daniel é tão ou mais bicha que eu; bem que a Andressa poderia estar nessa bichisse toda.

O único macho do mundo é o Marcel.

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Exercício de saudade

28 de junho de 2010 § 1 comentário

Desaprendi a falar no MSN. Já houve tempos em que essa fosse minha ferramenta favorita. Afinal, eu vivia de escrever bilhetes e cartas, visto o desastre que sou falando pessoalmente. O MSN unia a beleza da escrita com a agilidade da conversa em tempo real. Mas isso é passado. Hoje, sou um desastre também pela internet. Fica até difícil manter as mais sólidas amizades.

Foi conversando pelo MSN que eu notei que todo ano minha vida muda radicalmente. Só há um padrão que sempre se repetiu: tive grandes amigas que foram ótimos castelos fortes (pra usar uma expressão bíblica) pra mim e que, tempos depois, me esqueceram, nunca mais quiseram saber de mim. Seria triste, muito triste, se eu não houvesse, sempre, arranjado outras pessoas. E, fora isso, cada ano era diferente do outro, uma nova vida, novas pessoas, novos relacionamentos.

Chega a ser estranho, portanto, que tenha amizades que resistiram a viradas de anos. Há, e são saudosas. Marquitos Bolas de Cristal (não perguntem a mim o porquê desse apelido), o Mano Ricardo, o Parrudo, a Marina e tantos mais que estão uns (poucos ou muitos) quilômetros longe. Mesmo assim, nada parece conseguir quebrar esse carinho.

A bem da verdade, acho até que eu gosto de sentir saudades (assim como também gosto de causar impressão nas pessoas). É puro afeto, na verdade. E agora vejo que retomei o assunto abordado num texto anterior. Não me culpem, eu precisava escrever algo, o que quer que fosse, hoje. Estudar é que eu não poderia, mesmo que devesse. E, além do mais, preciso responder uma carta. Já faz muito tempo que eu devo essa resposta.

Responder cartas é sempre um exercício de saudade. É amizade passada pela caneta. Faz sentir a falta das pessoas, uma falta confortável e dolorida ao mesmo tempo. Pegar o papel na mão é materializar essa falta. E, por isso, a carta é melhor que a internet. E, talvez também por isso, não vejo mais graça nas conversas pela internet. Pode ser que o Bonde do Jornal tenha me acostumado a ter meus queridos por perto. Tomara que seja mesmo.

27 de junho de 2010 § Deixe um comentário

Se um dia eu fizer um clipe, será assim.

Um amor de baiano

26 de junho de 2010 § 1 comentário

Só conheci as músicas de Dorival Caymmi lá pelos meus 17 anos. Tarde de mais. Deviam apresentar suas músicas já na pré-escola.

A culpa é do meu pai que baixou umas músicas de “quartetos”. Entre elas, estava uma do Quarteto em Cy. Suíte dos Pescadores. Fui apresentado à Dorival Caymmi justo por aquela que julgo ser  a mais completa obra dele.

Depois, fui atrás de suas outras músicas. Que coisa mais bela, meu povo. Como sempre, tive apreço por aquelas mais dolorosas. É Doce Morrer No Mar, por exemplo.

Na época, ainda fazia parte do glorioso CQSAB, grupo teatral amado por todos que por lá passaram. Era uma coisa meio louca, cheia de cores, amores e Mutantes. Várias vezes eu saía arrepiado e atordoado dos ensaios. Muitas das pessoas mais queridas que passaram pela minha vida estavam naquelas salas, espetáculos, palcos, risadas.

Procurando criar uma nova peça, surgiu a ideia de fazer uma homenagem à Caymmi. Faríamos um teatro sobre a Suíte dos Pescadores. Cantaríamos Dorival, seríamos Dorival, viveríamos Dorival. Aí, Dorival morreu. Era 16 de agosto, aniversário de dois anos da Libertadores do Inter. Nós, sem querer, havíamos feito uma homenagem póstuma.

Hoje em dia, quando me falam que Chico Buarque é o grande cantor popular brasileiro, digo que não. Antes que me atirem pedras (na Geni), aviso que gosto das músicas dele. Mas há quem seja maior. Antes dele, há Tom Zé, sem sombra de dúvidas. E, perto de Tom Zé, há Dorival Caymmi. Talvez ele não seja tão erudito quanto o pó-de-arroz lá – mas de que vale a erudição quando se fala em “popular”? Dorival sabe ser simples, cativante, apaixonante, emocionante. Sabe ser baiano. E, como dizem, todo gaúcho ama os baianos.

21 de junho de 2010 § Deixe um comentário

"Rango", por Edgar Vasques

17 de junho de 2010 § Deixe um comentário

Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada…

Caetano Veloso

Ciúmes de vocês

14 de junho de 2010 § 6 Comentários

Até agora, não vi nenhum gol da Copa do Mundo. Assisto os jogos, mas só sai gol quando eu vou ao banheiro, ou à cozinha, ou para a frente do computador. Se eu estou na frente da TV, nada de bola na rede. E olhe que assisti Alemanha 4×0 Austrália.

Um dos piores sentimentos que conheço é esse, de não estar junto quando as melhores coisas acontecem. Seja o gol numa partida de futebol, seja a festa da turma (principalmente se o Lucy se liberta). Quero é estar sempre no lugar onde ocorre a diversão, onde se passam os bons momentos. Onde estão as pessoas que gosto. E eu sei onde estão: aqui em Porto Alegre.

Não estou dizendo que não há ninguém mais em outros lugares. É só lembrar do Marquitos e do Mano Ricardo, que há tanto tempo não vejo, que tantas saudades me fazem ter. A questão é que nunca fui tão apegado a tantas pessoas ao mesmo tempo. E, agora, aprendi a ter ciúmes de meus amigos.

Ciúmes só existe quando se gosta de alguém. Pois bem, tem um pessoalzinho aí que descobriu como me encantar. A parte ruim é que não dá pra ficar muito tempo longe deles. Bate aquele sentimento de “eles estão felizes sem mim, eles têm outras pessoas com quem se divertir”. Bate aquela vontade de largar tudo e correr até eles.

Gostaria que fosse a vida inteira assim, nesse amor de agora. Só que eu sei que não vai ser. Não demora muito e vamos ir para lugares diferentes. Que seja para empregos diversos quando formados, que seja para a Europa ano que vem. Eu só sei que não vai ser fácil aceitar isso. Entretanto, vou ter que conseguir. É assim que as coisas são. E eu sou um especialista em deixar pessoas no passado.

Além do mais, as férias estão chegando.

Onde estou?

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