O ápice de minha vida

17 de setembro de 2010 § 14 Comentários

Já houve muitas professoras por aí. Nenhuma, porém, como a Minha Professora de Alemão. Quem a conheceu já está suspirando agora, tenho certeza. Só o nome dela  já faz qualquer homem ter certeza de que a única paixão possível no mundo é a Minha Professora de Alemão.

A Minha Professora de Alemão é a mais bela loira de olhos azuis que já deu aula por aí. Abundante de perfeições, exuberante em tudo. Foi ela que me proporcionou ser, um dia, o homem mais invejado da Terra. O ápice da minha vida.

A Minha Professora de Alemão era a rainha dos moleques do internato mas, infelizmente, não dava pra qualquer um. Eu fui parar na sua turma meio por acaso. Tudo bem, não foi por acaso. Eu colei na prova de aptidão em alemão (sim, eu sou um idiota). Só que o cara de quem eu colei foi parar no nível mais avançado. Não cheguei a tanto, mas cheguei num nível no qual não entendia nada. Entretanto, não fui capaz de largar a turma. Simplesmente porque, naquela turma, eu poderia ver a Minha Professora de Alemão.

Um dia, iríamos fazer um passeio até a Capital. Uma tarde de puro gozo germânico no Instituto Goethe. Para fazer o transporte, contrataram um micro-ônibus. Eu sempre fui daqueles que faziam questão de sentar no fundo. Infelizmente, naquele dia, fui o último a chegar. Quando entrei, todos os últimos lugares estavam ocupados. Sentados neles, meus colegas riam, soberbos. Resignado, sentei no primeiro banco.

Foi então que entrou a Minha Professora de Alemão. Desvaneceu-se o mundo e pra mim nada mais havia que aqueles lábios que se mexiam e diziam palavras que eu não compreendia. Segundo me disseram, ela dava as instruções de como funcionaria nossa tarde. Ela estava bem à minha frente. Quando o ônibus fez uma curva mais brusca, a Minha Professora de Alemão perdeu o equilíbrio e caiu sentada…

no meu colo, óbvio.

Ela logo levantou-se, pedindo desculpas, ao que eu respondi: “não, professora, sempre que quiser…” Virei meu rosto vagarosamente, com um sorriso gigante demonstrando minha infinita glória para os meus colegas que assistiam atônitos do mesmo lugar donde antes riram de mim. Dizem que, por duas semanas, não consegui parar de sorrir.

E eu nunca mais fui tão feliz como naquele curto momento.

Anúncios

§ 14 Respostas para O ápice de minha vida

  • lucianoviegas disse:

    Até que tava convincente. Até a parte do “não, professora, sempre que quiser…”

  • Marcos Folk disse:

    tem alguns fatos a serem revistos.

    “rainha dos moleques do internato” Cara, comparado as professoras e talz, com toda certeza ela era foda. Ela era uma mulher bonita, mas eu nunca pirei nela, só para ficar claro.

    “…fui o último a chegar. Quando entrei, todos os últimos lugares estavam ocupados. Sentados neles, meus colegas riam, soberbos. Resignado, sentei no primeiro banco.” Coitadinho do Ariel! PORRA, eu não estava lá, mas certeza que tu tá aumentando isso!

    E concordo com o cara ali de cima, até tem como engolir até a parte de: “não, professora, sempre que quiser…”; Não é uma questão de educação, mas porra, tu nunca diria isso!

  • olh disse:

    A tua professorinha de alemão era a minha de português, há!

    E te invejo muito desde o dia em que isso aconteceu. Para mim, o máximo que ocorreu foi ela sentar na minha carteira, no meio da aula, e me perguntar coisas quando discutíamos tópicos apimentados em sala de aula (com o propósito de me fazer ficar vermelho, eu sei).

    E conto uma coisa que vocês não sabem: na oitava série da “nossa turma” no iei, um pessoal levou uma playboy na aula. No meio da aula de português, ela descobriu a euforia do piazedo com a revista e resolveu mostrar suas curvas, com roupa, em comparação com as da mulherada da revista.
    Quando minhas colegas me contaram como foi a aula de anatomia humana que ela deu, só me restou sonhar.

  • Marina disse:

    Sim, na primeira frase do texto eu já suspirei.
    A Professora de Alemão era realmente incrível, e penso que ela ainda deve ser – pra felicidade dos atuais seus alunos.

    Também nao entendia nada na aula do “C” e talvez tenha ido parar lá por acaso. Mas o fato é que aquele passeio pro Goethe foi marcante. Lembro daquelas saias bonitas que ela usava sempre e lembro ainda mais da cara tua na hora do acontecimento.
    HAHAHA
    E sim, tu foi muito educado na resposta à ela.

    Ela ainda disse: coitadinho do Ariel!!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

O que é isso?

Você está lendo no momento O ápice de minha vida no Loco de especial.

Meta

%d blogueiros gostam disto: