João Vitória

19 de setembro de 2014 § Deixe um comentário

Era um índio cru,
de garganta de ouro.
Por sinal,
quando cantava
fechava os olhos como quem olha
para dentro de si mesmo.
De olhos fechados tinha um ar de morto.
Sua voz doía,
parecia coração, raiz de alma.
Vinha de longe, em silêncio…

Urutau solito,
o índio cru cantou de amor até morrer.

Isolino Leal

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