22 de julho de 2010 § Deixe um comentário

Dolce & Gabbana? D&G é o Dogão do Gordo da Restinga

Tinga, em entrevista à Zero Hora de 18/07/2010

6 de julho de 2010 § Deixe um comentário

“Sabe quem é Lucy Page Gaston?”, perguntou o Capitão, usando seu olhar inquisitivo, penetrante.

Não, Nick não sabia quem era Lucy Page Gaston.

“Ela começou a luta pela salvação das almas no movimento nacional pela abstinência na década de 1890. Levou seiscentos comerciantes de cigarros de Chicago à prisão por vender o produto a menores. Fundou a Liga contra o Cigarro. Em 1913, uniu-se a um médico e abriu uma clínica, para onde arrastavam os jornaleiros ambulantes, lavavam suas gargantas com nitrato de prata e recomendavam a eles que mascassem genciana quando sentissem vontade de fumar. Agora existem os malditos adesivos. Em 1919, ela escreveu à rainha Mary e ao presidente Harding pedindo que parassem de fumar. Quanta petulância! Anunciou que concorreria à presidência. Em 1924, foi atropelada por um bonde em Chicago ao sair de uma manifestação contra o fumo. Sobreviveu. Morreu oito anos depois. Sabe o que a matou, Nick?”

“Não, senhor.”

O Capitão sorriu. “Câncer na garganta. Sabe o que isso prova, Nick? Isso prova que Deus existe.”

Christopher Buckley, Obrigado por Fumar

17 de junho de 2010 § Deixe um comentário

Respeito muito minhas lágrimas, mas ainda mais minha risada…

Caetano Veloso

Guichê nº1

13 de junho de 2010 § 3 Comentários

Willy Ronis - Rue Juillet

Quando eu morava em São Leopoldo, ia quase toda semana pôr alguma carta no correio. Não que eu tivesse tanta coisa pra falar, nem tanta gente pra quem escrever. O que me motivava estava atrás do guichê nº1, o único em que eu ia, mesmo que os outros estivessem vazios. O motivo era Letícia.

Não queria admitir, mas ela era loira. Vai parecer que só há espaço para loiras em minha vida, o que não é verdade. Em todos os casos, Letícia era. Aliás, Leka. Era o apelido dela. Pelo menos eu imagino que era, já que estava escrito com corretivo sobre o perfurador dela, com uma estrelinha sobre o “e”. Belo por demais.

Um dia resolvi escrever para ela. Uma atitude louca, totalmente reprovável. Naqueles dias, entretanto, pensar não era algo que eu fizesse muito. Peguei a caneta, peguei o papel e pus-me no trabalho.

No dia seguinte, fui até a agência. Entrei e a vi, tão formosa, no guichê nº1. Toda de azul, com seu antebraço à mostra (eu era apaixonado pelo antebraço dela). Comecei a tremer de nervosismo.

Andei poucos passos até chegar à sua frente. Não havia fila. Curiosamente, não havia ninguém mais na agência – nem no guichê nº2, que sempre era ocupado por uma velha ranzinza que, aparentemente, não gostava de minhas visitas. Enfim, estávamos sós. Perfeitamente sós.

Pus a carta sobre o guichê. Ela olhou para a carta, olhou para mim. Sorriu e disse:

“Pra quem a carta, dessa vez?”

“Pra ti.”

Ela paralisou-se. Desfez o sorriso e olhou pra mim, meio envergonhada, meio perdida.

“E diz o quê?”, perguntou.

“Diz o que me fez vir tanto aqui. Por que tantas cartas. Por que sempre neste teu guichê. Explica como tu me ajudou a não enlouquecer e de onde veio a coragem de escrever. Escrever pra ti, especialmente.”

Virei e fui embora. Naquele fim-de-semana, fui morar em outra cidade. Nunca mais passei naquela agência. Afinal, odeio filmes de romance água-com-açúcar. Beijo do mocinho e da mocinha no final, nem pensar.

10 de maio de 2010 § 1 comentário

Jane Fonda, por Jean-Loup Seiff, 1962

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