Chorei na Av. Independência

14 de dezembro de 2010 § 1 comentário

Quando a única coisa que eu conseguia dizer era “Morra, Alecsandro”, um negro, um gordo bonachão, com uma velha e surrada camiseta do Inter, passou por mim e, escondendo a dor atrás de um sorriso tímido, me disse:

“Não foi dessa vez. Deixa para a próxima…”

Foi quando eu não pude mais segurar. Chorei no meio da Avenida Independência.

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Quando nos roubaram a taça

21 de agosto de 2010 § 3 Comentários

Já se vão 5 anos, quase. O Inter enfrentou o Corinthians em São Paulo, num jogo que foi quase uma final, num jogo que foi retrato do Campeonato Brasileiro daquele ano. O Inter jogou muito melhor e iria ganhar. Iria, se não estivesse enfrentando o Corinthians. Iria, se Márcio Rezende de Freitas não expulsasse Tinga por sofrer um pênalti.

Não era só a taça que nos era dolorosamente roubada das mãos. Era a esperança dos colorados sendo destruída. Cresci querendo ver o Inter vencer algum campeonato maior que o Gauchão. Querendo ter, finalmente, uma grande conquista pra comemorar. Queria ver meu time entre os melhores. Queria gritar “Campeão” com orgulho. Parecia que ia ser em 2005 que isso ia mudar. Não foi.

Quando vi o pênalti no Tinga cheguei a pensar: acabou. Nunca mais chegaremos até aqui. Fomos campeões e nos roubaram. Roubaram o que restava de alegria nos colorados. Trouxeram à tona a dor de amar esse clube. A dor de ter resistido e não ter feito como tantos que trocaram o Inter pelo Grêmio por que este vencia mais. Eu não pude fazer isso. Simplesmente porque amor não se escolhe. Não consegui largar o Inter e, naquele jogo contra o Corinthians, achei que seria obrigado a sofrer, eternamente, por isso.

O Inter contrariava seu próprio hino que diz “O teu presente diz tudo, trazendo à torcida alegres emoções”. O presente era uma merda. Os nossos títulos estavam no passado. Os gremistas diziam “Quem vive de passado é museu”. Agora, ironicamente, os próprios gremistas falam de seu passado. E o presente do Inter diz tudo, o presente do Inter nos traz alegres emoções.

Já não sinto mais aquela dor terrível após os jogos. Não há mais aquela vontade de não ver ninguém, não fazer coisa alguma, recolher-se ao quarto para nunca mais sair. A paixão que faz uma derrota tão dolorosa é a mesma que faz uma vitória tão boa. É ter passado por tanta coisa ruim que me faz tão feliz agora. Comemoro este título lembrando do que ficou pra trás. Das derrotas. Das tristezas. O título se torna muito melhor quando lembramos que isso já pareceu impossível. Quando lembramos que, um dia, um pênalti já me fez pensar que eu sofreria eternamente.

Somos bicampeões da América.

22 de julho de 2010 § Deixe um comentário

Dolce & Gabbana? D&G é o Dogão do Gordo da Restinga

Tinga, em entrevista à Zero Hora de 18/07/2010

Ciúmes de vocês

14 de junho de 2010 § 6 Comentários

Até agora, não vi nenhum gol da Copa do Mundo. Assisto os jogos, mas só sai gol quando eu vou ao banheiro, ou à cozinha, ou para a frente do computador. Se eu estou na frente da TV, nada de bola na rede. E olhe que assisti Alemanha 4×0 Austrália.

Um dos piores sentimentos que conheço é esse, de não estar junto quando as melhores coisas acontecem. Seja o gol numa partida de futebol, seja a festa da turma (principalmente se o Lucy se liberta). Quero é estar sempre no lugar onde ocorre a diversão, onde se passam os bons momentos. Onde estão as pessoas que gosto. E eu sei onde estão: aqui em Porto Alegre.

Não estou dizendo que não há ninguém mais em outros lugares. É só lembrar do Marquitos e do Mano Ricardo, que há tanto tempo não vejo, que tantas saudades me fazem ter. A questão é que nunca fui tão apegado a tantas pessoas ao mesmo tempo. E, agora, aprendi a ter ciúmes de meus amigos.

Ciúmes só existe quando se gosta de alguém. Pois bem, tem um pessoalzinho aí que descobriu como me encantar. A parte ruim é que não dá pra ficar muito tempo longe deles. Bate aquele sentimento de “eles estão felizes sem mim, eles têm outras pessoas com quem se divertir”. Bate aquela vontade de largar tudo e correr até eles.

Gostaria que fosse a vida inteira assim, nesse amor de agora. Só que eu sei que não vai ser. Não demora muito e vamos ir para lugares diferentes. Que seja para empregos diversos quando formados, que seja para a Europa ano que vem. Eu só sei que não vai ser fácil aceitar isso. Entretanto, vou ter que conseguir. É assim que as coisas são. E eu sou um especialista em deixar pessoas no passado.

Além do mais, as férias estão chegando.

Sorte

10 de maio de 2010 § 4 Comentários

Pois falei que a sorte teria que mudar, não? Mudou. Pelo menos um pouco. O Inter ganhou e isso já é um (baita dum) começo. Aliás, talvez essa tenha sido minha ida mais feliz ao Beira-Rio. Não pelo jogo, já que aquele contra o Flamengo que falei anteriormente foi muito mais emocionante. O clima é que foi melhor e nisso as companhias ajudaram muito. Inclusive, meu ombro foi salvo do estado deplorável que ficou depois do jogo por uma dessas companhias. Gracias, Bruna.

Até li no meu horóscopo, no ônibus: “Dias de sorte e diversão”. Horóscopo é, inclusive, algo que me lembra do Ensino Médio. Afinal, todo dia íamos pegar jornais de graça na recepção do colégio para, basicamente, ler o horóscopo. Até líamos as notícias, de vez em quando comentávamos uma delas. Mas a realidade é que só nos interessava o horóscopo.

Foi assim que descobri que Libra é o signo mais chato, com as previsões mais sem graça. Obviamente, é o meu. Pelo menos no desenho dos Cavaleiros do Zodíaco era um signo legal.

Meu amigo Marquitos é de Escorpião. Lembro que as previsões pra ele eram sempre divertidas e poéticas. Uma injustiça. Os astros o amam, sei lá por quê. Este ano fui até o Paraná visitá-lo. Por saudosismo e diversão, lemos todo dia o horóscopo. No último dia de minha estadia, achei graça na exatidão da previsão: dizia lá que ele, escorpiano, teria azar até às 14h55. Depois, a sorte viria pra ele. Ri, pois achei presunção demais um horário tão quebrado. Então, Marquitos pediu que eu olhasse o horário da minha passagem de ônibus: 14h55.

Definitivamente, a “sorte” não me acompanha.

Estaremos contigo

6 de maio de 2010 § Deixe um comentário

Eu criei uma teoria baseada em sorte e azar. Não que eu acredite muito em “sorte” e “azar”. Mas é o seguinte: quando muitas coisas ruins acontecem, acredito que logo algo muito bom acontecerá, para compensar. Do mesmo modo, quando muitas coisas boas acontecem em sequencia, acredito que algo de ruim virá. Possivelmente, penso assim para não me perder na euforia nem ser vencido pela tristeza.

Atualmente, espero pela notícia boa, pela volta da sorte. Ainda não sei nem sob que teto estarei na próxima semana (e eu espero que tenha algum teto sobre minha cabeça semana que vem). Geladeira e fogão já não há mais – nem espelho, mas vou me virando bem sem ele. Consultei meus amigos vegetarianos para que me dessem algumas dicas de alimentos que não precisem de refrigeração e de cozimento (ou assemelhado), entretanto nada me animou até agora. Acredito que terei que convencer o pessoal do Restaurante Universitário a fazer entrega a domicílio.

A minha esperança é que hoje tudo melhorará. Afinal, hoje vou ao Beira-rio. A última vez que fui foi no Inter x Flamengo pela Copa do Brasil do ano passado. O jogo mais emocionante que vi no estádio, um jogo que a torcida ganhou. Não fossem os colorados cantando “Inter, estaremos contigo…” a história seria diferente. O título não veio, é verdade, mas o espetáculo aconteceu. Hoje, tomara, o heroísmo estará novamente no Gigante e sairemos felizes de lá.

Além do mais, o Flamengo eliminou o Curíntia ontem. Os ares estão melhorando.

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